segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ele viu, e acreditou!

Domingo da Páscoa: At 10,34a.37-43; Sl 117; Cl 3,1-4; Jo 20,1-9


O primeiro dia da semana indica um novo tempo. Tem ligação com o início da criação do mundo. A morte de Jesus significou a passagem das trevas para a luz que nunca mais se apagará. A fé na ressurreição, porém, não se processa da mesma maneira em todas as pessoas. Algumas precisam de um tempo maior para assimilar essa verdade que tudo transforma. Maria Madalena recebe especial distinção: ainda no escuro, dirige-se ousadamente ao túmulo de Jesus. Apesar de ver a pedra removida, não consegue ainda perceber a luz do sol (Jesus que ressuscitou) anunciando uma nova aurora. Perplexa, corre ao encontro de Simão Pedro e do discípulo que Jesus amava para dizer-lhes de sua preocupação com o que havia constatado. O seu anúncio provoca a movimentação dos dois discípulos na busca do verdadeiro sentido dos últimos acontecimentos.


Maria Madalena, nesse relato de João, é representativa da comunidade que não aceita permanecer acomodada. Busca ansiosamente a explicação do que realmente aconteceu naquele “primeiro dia da semana”. É atitude muito positiva, pois “quem busca encontra e quem procura acha”. Por isso, ela é especialmente valorizada. Jesus deixa-se encontrar. Impulsionada pelo amor, caminha na direção do Amado. O maravilhoso encontro de Maria Madalena com Jesus ressuscitado se dá logo a seguir (20,11-18).

A comunidade cristã primitiva reconhecia-se no jeito de ser de Maria Madalena, de Pedro e do discípulo amado. Havia pessoas que ainda permaneciam nas “trevas” da morte de Jesus; sentiam-se desamparadas e desorientadas. Havia as que não conseguiam acolher a verdade da ressurreição de Jesus. Diziam que seu corpo fora retirado por alguém e que se inventou a notícia de que ele havia ressuscitado. É o que se percebe na expressão de Maria Madalena: “Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram”. Essas pessoas ainda estão no emaranhado de dúvidas, porém, pouco a pouco, receberão a graça de reconhecer a ressurreição de Jesus como um acontecimento verdadeiro e não como uma lenda

(Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. Para onde devemos correr para fazer hoje a experiência do Cristo Ressuscitado?
02. Quais são os sinais da ressurreição de Jesus em nosso meio?
03. O que significa a fé na ressurreição do Senhor para você? Como ela ajuda você a viver melhor hoje?


Oração

Ó Deus, nosso Pai, hoje abriste para nós o caminho da vida,
com a vitória do teu filho Jesus sobre a morte.
Por teu Espírito, faze de nós, que celebramos este dia de festa e alegria,
a graça de sermos homens e mulheres novos, ressuscitados.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.



sábado, 9 de março de 2013

Vamos fazer um banquete.




Jesus conta a parábola do filho pródigo depois que os fariseus e os escribas murmuraram contra ele por causa de sua amizade com os publicanos e pecadores (cf. Lc 15,1). Há, na parábola, um pai e dois filhos.   Um se extravia, chega ao fundo do poço e resolve voltar.  O pai acolhe sem pedir explicações, mas o filho mais velho se revolta.  Nessa parábola, a personagem central é o pai, a quem o filho mais novo conhece e recorre quando se encontra reduzido à extrema miséria.  E, neste encontro, descobre que não o conhece o bastante.  Recita a fórmula de arrependimento longamente preparada, mas esta se converte em mera formalidade diante do amor gratuito do pai, que age comovido de afeição paternal em vez de movido por alguma lei.  Assim é Deus, e esta é a realidade que Jesus veio revelar ao acolher os publicanos e os pecadores.  O filho mais velho também não conhece o coração do pai. A sua “justiça” o impede de conhecer o amor do seu pai, que não deixa de convidá-lo e insistir para que entre na alegria da festa.

Olhando agora este texto a partir da nossa existência, facilmente nos identificamos com o filho mais novo, em sua situação de desolação e fracasso; ou com o filho mais velho, incapaz de entender o amor do pai diante do filho devasso... Mais difícil é identificar-nos como Pai, e talvez seja este o maior desafio que esta palavra nos apresenta.  Esta é a meta do discípulo.  Seguir Jesus é testemunhar, pela palavra e pela vida, a terna compaixão de Deus.

Na assembléia litúrgica, o Senhor nos convida a entrar no banquete do seu amor, a deixar o nosso coração se alegrar com a música da festa, com as coisas boas que possam ter acontecido com as pessoas de nossa convivência, a buscar dentro de nós motivos para render graças à vida.  Pedimos com insistência que o Senhor nos dê um coração de filho, para aprendermos a ter coração de pai e de mãe, capaz de amar gratuitamente, de oferecer confiança.
 (Extraído do Dia do Senhor)

Oração 

Ó Pai, fonte de luz e de vida, por teu Filho Jesus Cristo,
reconciliastes a humanidade dividida.
Arranca de nós toda sombra de tristeza e liberta-nos totalmente,
para que caminhemos cheios de alegria para as festas pascais que se aproximam.
Por Cristo, nosso Senhor. 
Amém.


sábado, 29 de dezembro de 2012

' Meus olhos viram a tua salvação!'

Domingo da Sagrada Família – Ecl 3,3-7.14-17a; Sl 128(127); Col 3,12-21; Lucas 2,41-52



O evangelho deste domingo chama a nossa atenção para a relação de Jesus com o Pai, sinalizando que sua missão ultrapassa os limites da família a que pertence. Aos 12 anos, tendo atingido a maturidade ele vai em peregrinação a Jerusalém. Após o término da festa, permanece em Jerusalém e os pais voltam para procurá-lo. Depois de três dias, o encontram no templo, sentado entre os mestres da Lei, participando ativamente do ensinamento. As pessoas ficavam maravilhadas com a sabedoria de Jesus. Ao vê- -lo, Maria disse: Filho, por que agiste assim conosco? A resposta de Jesus é um anúncio de sua identidade: Por que me procuravam? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai? (v.49). O Filho está envolvido com as coisas do Pai, pois foi enviado para realizar a sua vontade. Jesus desce com os pais para Nazaré e era obediente a eles. Maria guardava todas estas coisas no coração (v.51). Como discípula, ela conserva os acontecimentos para compreender a missão do Filho. Jesus ia crescendo em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens (v.52), seguindo as etapas normais do crescimento humano.

A 1ª leitura orienta as relações familiares, lembrando aos filhos o dever de honrar pai e mãe, conforme ensina o quarto mandamento (cf. Ex 20,12; Dt 5,16). No salmo, a fidelidade aos ensinamentos do Senhor leva a trilhar os seus caminhos de felicidade. Que o Senhor te abençoe cada dia de tua vida. A 2ª leitura exorta a revestir-se das virtudes e atitudes essenciais para seguir o caminho da vida nova. Coloca o amor como vínculo da perfeição, pois leva a formar um só corpo em Cristo, solidificado por sua palavra.

A Sagrada Família de Nazaré cumpre seus compromissos religiosos e ilumina as relações entre pais e filhos, sendo modelo para todos os lares. Maria conserva no coração a palavra e os acontecimentos, acolhendo com fé o plano de amor do Pai que se revela no Filho..
 (Extraído da Revista de Liturgia)


Oração 

Ó Deus de bondade, a santa família de Nazaré
é para todos nós um exemplo de obediência à tua vontade.
Dá-nos a graça de vivermos em nossos lares
a mesma comunhão de fé que uniu a família de Nazaré.
Assim irmanados pelos laços do amor,
possamos morar sempre em tua casa, com todos os que te são fiéis.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém