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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Filho, vai trabalhar hoje na vinha!"



Jesus apresenta a parábola dos dois filhos, chamados pelo pai a trabalhar na vinha. A imagem da vinha encontrase com frequência na Bíblia (Is 5,1-7; Jr 12,10-11; Sl 80 [79]), sobretudo para expressar a aliança de Deus com o povo. O texto de hoje salienta a maneira como os dois filhos se dirigem ao pai, as atitudes que adotam e, especialmente, suas palavras e ações. O filho verdadeiro não mostra apenas disponibilidade, mas trabalha na vinha do pai, praticando a sua justiça. É imagem dos cobradores de impostos e as prostitutas que precedem no Reino, porque acolhem a Boa Notícia anunciada por Jesus. Eles experimentam a presença salvadora de Deus manifestada em Jesus, cuja missão foi preparada e testemunhada por João. A adesão a Jesus e a sua mensagem proporciona a entrada no Reino.

A 1ª leitura acentua que a misericórdia do Senhor acompanha o povo exilado, na Babilônia. A palavra de Deus possibilita um novo começo, a formação de uma nova comunidade, comprometida com a reconstrução do futuro. O salmista contempla a bondade e a retidão do Senhor, que ensina a trilhar os seus caminhos.

A 2ª leitura exorta a ter os mesmos sentimentos de Cristo, procurando viver no amor mútuo, na comunhão do Espírito, na ternura e compaixão; não fazendo nada por ambição pessoal, nem se considerando melhores que os outros. Cristo nos dá o exemplo, tornando-se servo, esvaziando-se por amor a nós até o extremo da cruz.

A liturgia ressalta que a fidelidade à vontade do Pai manifesta-se com ações concretas, não com palavras sem compromisso. Como outrora, o Pai nos convida a trabalhar na sua vinha, a entrar no seu Reino, guiados por seu Filho Jesus, que permaneceu fiel ao seu plano de amor.
(Extraído da Revista de Liturgia)


Para refletir e partilhar:
01. Por quê a atitude do segundo filho é reprovada? Qual é a surpresa que Jesus relata usando esta parábola?
02. O que significa trabalhar na vinha do Pai (veja 1a. Leitura)? Qual o serviço que você e sua comunidade realiza nesta vinha?
03. Como Jesus cumpriu plenamente a vontade do Pai (veja 2a. Leitura)? Como (e através de quem) a vontade do Pai continua a se realizar nos dias de hoje?

Oração

Ó Deus, criador e senhor do universo, olha para as nossas necessidades.
Faze-nos sentir profundamente em nossas vidas a força da tua misericórdia,
para que possamos nos dedicar, com todas as forças, ao teu santo serviço
e ter para com nossos irmãos e irmãs os mesmos sentimentos que tens para conosco.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta-Feira Santa - Páscoa da Ceia.


Então, Jesus se levantou da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Colocou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos... (Jo 13, 4-5)

João salienta o gesto de Jesus lavando os pés dos seus e deixando, como seu testamento em palavra e exemplo, fazer-se o mesmo entre os irmãos. Não ordena repetir um rito, mas fazer como ele, isto é, refazer em todo tempo e em toda comunidade, gestos de serviço mútuo - não padronizados, mas nascidos da criatividade daquele que ama -, através dos quais torne-se presente o amor supremo do Cristo pelos seus ("amou-os até o fim"). Todo gesto de amor se torna, portanto, "sacramento", isto é, visibilização, encarnação, linguagem simbólica, da única realidade: amor do Pai em Cristo, o amor, em Cristo, de todos os que crêem.

(Extraído do Missal Dominical - Missal da Assembléia Cristã, Paulus)




Senhor Jesus Cristo,
Servo e Senhor,
ajudai-nos a viver o mistério da Eucaristia,
no serviço generoso aos irmãos e irmãs,
sobretudo, aos mais pobres e excluídos.
Amém.












sábado, 2 de outubro de 2010

Senhor, aumenta a nossa fé! (XXVII DTC - Ano C)

Jesus utiliza a imagem do grão de mostarda, considerada a menor de todas as sementes, para transmitir sua mensagem. Os apóstolos, isto é, os enviados pedem ao Senhor o aumento da fé, diante dos desafios da missão. A fé, mesmo pequena como um grão de mostarda (v.6), fortalecida pela confiança total em Deus, torna-se grande. Quando autêntica, a fé possibilita criar o novo, fazer acontecer mudanças, aparentemente impossíveis. A imagem da árvore arrancada e plantada no mar representa a força eficaz da fé. A confiança, a fé na palavra de Jesus possibilita colocar-se a serviço do Reino, no amor e na gratuidade. Somos simples servos, chamados a trabalhar na busca e construção de uma sociedade solidária, justa, igualitária. Deus dará muito mais aos que esperam e confiam em sua graça, deixando de se considerar indispensáveis no serviço.
A 1ª leitura descreve a vocação profética de Habacuc, numa época de expansão do poder babilônico. Habacuc, no diálogo com o Senhor, apresenta um lamento, uma queixa, uma vez que está cercado de opressão, violência, discórdias e guerras. A resposta do Senhor manifesta-se na história através da ação daqueles que permanecem fiéis aos seus ensinamentos. O justo viverá por sua fidelidade (2,4). O salmo convida a escutar a voz de Deus, renovando a aliança de amor, o compromisso de permanecer em seus caminhos. Timóteo, na 2ª leitura, e toda a comunidade cristã, é exortado a reavivar o carisma, o ministério confiado por Deus. O Espírito de Deus nos fortalece e capacita para testemunharmos a Boa Nova de Jesus Cristo, o precioso bem que nos foi confiado.
Somos chamados a viver com fidelidade nossa vocação profética, como Habacuc, denunciando tudo o que se opõe ao projeto de amor e justiça de Deus. Que a nossa fé, revigorada pela palavra e pela eucaristia, persevere no testemunho do evangelho, construindo assim um mundo melhor, de paz e fraternidade
 (Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e partilhar:
1. Sua fé já te ajudou a enfrentar e superar pequenos e grandes obstáculos?  Partilhe. Você também já se sentiu como os apóstolos dizendo, “Senhor, aumenta nossa fé!”?  Como conseguiu manter-se no caminho da fé?
2. Como a fé está relacionada ao serviço? Sua fé influencia suas escolhas políticas? Como?

Oração

Ó Deus, parceiro fiel da aliança,
renova a nossa fé e a alegria de ter servir.
Afasta de nós todo desânimo
e derrama sobre nós o teu amor e a tua força,
Porque sem ti, nada podemos fazer.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.


Agostinha Vieira de Melo
Teu sol não se apagará,
tua lua não terá minguante,
porque o Senhor será tua luz,
ó Povo que Deus conduz!


sábado, 18 de setembro de 2010

Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (XXV DTC - Ano C)

Quando lemos este evangelho, a primeira coisa que queremos entender é se o Senhor está elogiando a fraude do administrador e, se for assim, como é que isso combina com a mensagem evangélica do reino. A intenção do Senhor em contar a parábola é evitar que a vida de fé dos seus discípulos – os filhos da luz - transforme-se em uma espécie de paliativo que os acomode e os torne “tranqüilos”.
A parábola é contada aos discípulos para tirá-los da inércia e atender as exigências da hora presente. O elogio é feito ao administrador não pela fraude em si, mas pela esperteza diante da situação crítica em que se encontrava. Jesus pede que o imitemos não na sua injustiça, mas na sua previdência e visão ampla.
O discipulado é um caminho exigente que pede uma perspicácia e uma sabedoria para unir, constantemente, o caminho do evangelho e o cotidiano, de modo que as nossas relações sejam tomadas totalmente pela proposta do Senhor. Não há aqui espaço para a mediocridade e a superficialidade. A radicalidade do seguimento nos leva a estabelecer hierarquia de valores e escolhas de acordo com o evangelho e o Senhor do evangelho.
Num mundo em que se investe uma imensidade de energia para o êxito dos negócios, esse evangelho chama a atenção para a criatividade que é preciso desenvolver no serviço do reino. Temos consciência que a força criativa que move a Igreja é obra do Espírito de Deus. Vamos à celebração para receber dele a luz e a energia, para colocarmos o melhor de nós a serviço da missão que ele nos confia. 
 (Extraído da Revista de Liturgia)
Para reflexão e partilha:

1. O mundo ao nosso redor é movido por energia criativa ou é apático e indiferente diante da vida?
2. O que dá a você criatividade e força para anunciar e viver o Evangelho?
3. O que significa ser "filho (a) da luz"?


Oração:

Ó Deus da luz,
que expulsas toda escuridão,

por teu filho amado,
abençoa a nós e a nossa comunidade
e, por tua força e energia,
dá-nos a graça de viver sempre como filhos e filhas da luz.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.






Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra: 

imunda meu ser, permanece em nós.

sábado, 7 de agosto de 2010

Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (XIX DTC - Ano C)

Jesus exorta à vigilância através da parábola dos empregados, que esperam a volta do seu senhor de uma festa (vv.35-38). A ação de cingir-se simboliza a preparação para o serviço, no amor e na gratuidade. As vestes orientais eram longas, sendo arregaçadas para facilitar o trabalho ou a viagem (cf. Ex 12,11). As lâmpadas acesas caracterizam a esperança na realização plena da salvação. Quem segue a Cristo permanece vigilante na missão. É como um sábio dono de casa, que não se deixa surpreender pelo ladrão (vv.39-40). A liderança na comunidade deve ser marcada pelo serviço fraterno, não pelo excesso de poder e autoridade. Mas o serviço, a fidelidade é um apelo dirigido a todas as pessoas. A 1ª leitura recorda a experiência do Êxodo, da noite da libertação em que a vida do povo foi preservada. Durante o sacrifício do cordeiro pascal, o povo “entoa os hinos” (v.9) de louvor e ação de graças a Deus. A ceia pascal mantém o povo unido, na solidariedade, disponível para acolher a salvação no presente da sua história. A 2ª leitura ensina a viver a fé com esperança, como os antepassados. Entre os vários exemplos de homens e mulheres que testemunharam a fé, destaca-se o de Abraão. Ele acreditou nas promessas de terra e descendência numerosa. Seguiu o chamado de Deus, deixando sua terra e parentela em busca de vida melhor para todo o seu povo. Estava disposto a oferecer até mesmo Isaac, o herdeiro da promessa, pois confiava em Deus, o Senhor da vida.

O Pai confia a nós o seu Reino, impelindo-nos a construir um tesouro aonde “o ladrão não chega e nem a traça corrói”. É necessário permanecer vigilantes para acolher a manifestação do Senhor, na busca de uma nova sociedade, de vida melhor para todos. Como nossos pais e mães na fé, caminhemos com alegria e esperança.
(Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir/partilhar:
01.   Quais são as grandes distrações do mundo atual que nos impedem de permanecermos vigilantes na construção do Reino?
02.   Como agem as lideranças do mundo atual? O que o Evangelho nos ensina a respeito da liderança cristã?
03.   O que eu devo fazer para viver o ensinamento do Evangelho de hoje?

Oração

Pai de bondade,
mais uma vez preparaste para nós a mesa
e proveste o necessário para o nosso sustento.
Acompanha-nos nesta semana que começa e
fortalece-nos nos teus caminhos,
para que a busca do teu reino e de tua justiça
ocupe todas as nossas energias.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.


Ubi caritas et amor
Ubi caritas Deus ibi est
(Onde reina o amor, fraterno amor
Deus aí está)