sábado, 1 de outubro de 2011

A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular


O evangelho faz, por meio da imagem da vinha, uma releitura da história da salvação, desde a aliança no Sinai até a formação das comunidades cristãs primitivas. Os dirigentes têm a responsabilidade de cuidar do povo, proporcionando-lhe os meios de crescimento e fecundidade espiritual. Um modo de vida agradável a Deus consiste nos frutos que os profetas recolhem no tempo da colheita. Deus, o proprietário da vinha, envia o seu Filho ao mundo para anunciar o seu Reino, mas ele é morto no Gólgota, fora dos muros de Jerusalém. Jesus é a pedra rejeitada e crucificada, que ressuscita e se torna o fundamento sobre o qual se apóia toda a construção. A profissão de fé no Senhor ressuscitado fortalece a missão da comunidade. Trata-se de anunciar a novidade do reinado de Deus revelado de modo especial na prática libertadora em favor dos excluídos.

O cântico da vinha, na 1ª leitura, descreve a relação amorosa de Deus com o povo. Mas apesar do cuidado de Deus, o povo foi infiel, não produziu os frutos de bondade e justiça esperados. O salmista recorda as grandes maravilhas do Senhor, realizadas em favor de Israel: a saída do Egito, a conquista e a posse da terra, o crescimento e a expansão do povo.

Na 2ª leitura, Paulo aconselha a praticar os valores e as virtudes segundo os ensinamentos e exemplo de Cristo, que possibilitam viver uma vida nova. Praticando o que aprendemos, o Deus da paz estará conosco.

O Reino é confiado aos trabalhadores libertos de toda forma de dominação, violência e exploração, capazes de produzir frutos de amor, justiça e solidariedade. Que o Espírito nos ilumine para que sejamos pessoas renovadas, plenas de todas as virtudes e valores cristãos.

(Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. Qual a sua relação com a vinha do Senhor? Até que ponto zelo e serviço não se transformam em direito e posse?
02. Quais frutos você e a sua comunidade buscam produzir no mundo de hoje? E que obstáculos enfrentam para produzir estes frutos?
03. Onde e em que situações Jesus se manifesta como "pedra angular e rejeitada" no mundo de hoje?
04. Como prevenir para que o povo não seja explorado por lideranças déspotas e possessivas?

Oração

Ó Senhor, vós que cuidas de nós, vosso povo,
nos alertando para atitudes coerentes com a vossa Palavra de vida e salvação.
Enxertados em Cristo, que veio para salvar a todos,
sejamos fortalecidos para produzirmos frutos de justiça e de bondade.
Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Reino de Deus

O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra, e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens, e compra esse campo.
O Reino do Céu é também como um comprador que procura pérolas preciosas.
Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens, e compra essa pérola.

(Mt 13, 44-46)


O Reino de Deus


Jesus estava atento aos fatos e descobria neles os sinais da presença do reino.  À medida que Jesus vai agindo, o Reino vai se tornando cada vez mais próximo.  Os atos libertadores de Jesus vão fazendo o reinado de Deus aproximar-se cada vez mais.

Naquele tempo, todos esperavam o Reino de Deus, mas cada um a seu modo.  Para os fariseus, o Reino só chegaria quando a observância da Lei fosse perfeita.  Para os essênios, quando o País fosse purificado.  Jesus dizia "o Reino já chegou!".  Já estava alí!  Aquilo que todos esperavam, já estava presente no meio do povo, e eles não o sabiam, nem o percebiam.  Jesus o percebeu!  E é exatamente esta presença escondida do Reino no meio do povo, que ele quer anunciar e revelar aos pobres e excluídos da sua terra, lá na Galiléia.

Jesus quer que todos descubram a Boa Nova do Reino.  Ele ajuda o povo prestando serviço de muitas maneiras: expulsa maus espíritos (Mc 1, 39), cura os doentes e os maltratados (Mc 1, 34), acolhe o marginalizados e confraterniza com eles (Mac 2,15), etc.  Todo este serviço fazia parte da Boa Nova e revelava ao povo a presença do Reino (Mt 11,5).

Em Jesus, tudo é revelação.  Ele anuncia, chama e convoca.  Atrai, consola e ajuda.  É uma paixão que se revela.  O serviço de Jesus é sinal de seu amor pelo Pai e pelo povo que sofre.  Ele não só anuncia a Boa Nova do Reino.  Ele mesmo é uma amostra, um testemunho vivo do Reino.  Nele aparece aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida.  Pelo seu jeito de conviver e de agir, Jesus revelava a vontade e o desejo do Pai para o seu povo.

O anúncio do Reino começou pequeno como uma semente, mas foi crescendo até tornar-se árvore grande, onde o povo todo procurava um abrigo (Mc 4, 31-32).

Oração
Senhor, 
fazei de mim um/a fiel discípulo/a missionário/a
do vosso Reino.
Amém.

Para partilhar e refletir:
01. O Reino de Deus é como... (complete com as suas palavras).


sábado, 25 de junho de 2011

Eu sou o pão vivo descido do céu.

Corpus Christi (Ano A): Dt 8, 2-3.14b-16a;Sl 147 (147B); 1Cor 10, 16-17; Jo 6, 51-58


O evangelho de Corpus Christi é o final do “sermão do Pão da Vida” segundo o Evangelho de João. Depois da multiplicação dos pães, Jesus explicou o sentido do “sinal” que acabou de fazer: ele mesmo é “o pão que desce do céu” como presente de Deus à humanidade (Jo 6,26-50). E, no fim de seu discurso, explicou um sentido mais profundo ainda desse mesmo “sinal”: o sentido que celebramos na eucaristia (6,51-58). Depois de ter explicado ser o verdadeiro maná (cf. I leitura), Jesus pede que também seja tomado como alimento, em todos os sentidos: não só como alimento espiritual (alimentar-se de sua palavra, de seu mandamento e do exemplo de sua vida), mas também como alimento físico, no gesto sacramental. (No texto grego de Jo 6,54 está que devemos “mastigar” sua carne e beber seu sangue. Maior realismo dificilmente se imagina!)

Esse ensinamento, só podem entendê-lo os que têm o Espírito (6,63), os que receberam o “prometido” da Última Ceia e continuam celebrando essa ceia como realização da ordem que Cristo nos legou. Alimentamo-nos de Cristo não somente escutando sua palavra, mas recebendo o dom de sua “carne” (= vida humana) e “sangue” (= morte violenta) dados “para a vida do mundo” (v. 51). Tomando o pão e o vinho da eucaristia, recebemos Jesus como verdadeiro alimento e bebida. A sua vida, dada para a vida do mundo, até a efusão de seu sangue, torna-se nossa vida, para a eternidade. (...)

Celebrar é tornar presente. Receber o pão e o vinho da eucaristia significa assumir em nós mesmos a vida dada por Jesus até morrer para todos nós, em corpo e sangue. Significa “comunhão” com essa vida, viver do mesmo jeito. E significa também comunhão com os irmãos, pelos quais Cristo morreu (“um só pão”, como diz a II leitura).

(Extraído da revista Vida Pastoral)

01. Como você, sua família e comunidade se alimenta do Cristo?
02. Como o mistério eucarístico está ligado com o mistério da encarnação?
03. Comungar o Cristo é se comprometer com Ele.  Quais as implicações que decorrem da comunhão?
04. Como é a Celebração Eucarística na sua comunidade? 


Oração

Senhor Jesus Cristo,
no admirável sacramento da eucaristia
deixaste-nos, como herança, o memorial de tua paixão e entrega por nós.
Dá-nos celebrar com profundidade e grande amor o mistério do teu corpo e sangue
para colher, em cada dia de nossas vidas, os frutos da salvação.
Isto pedimos a ti, que és Deus
com o Pai e o Espírito Santo. 
Amém.