sábado, 12 de setembro de 2015

Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la


24º Domingo do Tempo Comum (Ano B):  
Leituras –  Isaías 50,5-9a; Salmo 115(114); Tiago 2,14-18; Marcos 8,27-35


Jesus, enquanto ensina nos povoados de Cesaréia de Filipe, manifesta sua identidade. O povo identifica Jesus com grandes personagens da tradição bíblica: João Batista, Elias, um dos profetas. Pedro, porta-voz dos discípulos, reconhece em Jesus o Messias (= ungido), o enviado de Deus, que realiza as esperanças de libertação, passando pelo sofrimento da cruz para chegar à glória da ressurreição. Os discípulos são orientados a manter silêncio, para evitar falsas interpretações sobre o messianismo de Jesus. Somente à luz da fé pascal, eles compreenderão a plenitude do mistério da revelação de Cristo, que culmina com sua morte e ressurreição. Assim, a identidade de Jesus, como Messias-Cristo, revela-se plenamente a partir do anúncio da Paixão: o Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado, morto e ressuscitar (v.31). Os que rejeitam Jesus, como o Messias sofredor, sua paixão, morte e ressurreição, opõem-se ao projeto de Deus. Professar que Jesus é o Cristo significa assumir adesão radical ao Mestre, que se entregou totalmente pela salvação da humanidade.

No 3º cântico do Servo (1ª leitura) o Servo acolhe a missão em meio às adversidades. No salmo, Deus ouve e salva o Servo, que suplica em meio às aflições. A fé leva a aceitar a vontade Deus em cada aspecto da vida (2ª leitura). Mostra-me a tua fé sem as obras, que eu te mostrarei a minha fé pelas obras (v.18).

Jesus anuncia a esperança na vitória sobre o sofrimento e a morte através da fidelidade ao Pai e seu projeto de salvação. A trajetória e o destino do Mestre continuam na comunidade dos discípulos e discípulas, que vivem com radicalidade o compromisso evangélico.

(Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e comentar:
01. Quem é Jesus para mim? 
02. O que significa professar a fé em Jesus como Messias-Servidor?
03. Quais são as pessoas e grupos que me inspiram por viverem "com radicalidade o compromisso evangélico"?
04. Professo minha fé em Jesus, Messias-Servidor, todas as vezes que eu...

Oração 

 Ó Deus, criador e senhor do universo, olha para as nossas necessidades.
Faze-nos sentir profundamente em nossas vidas a força da tua misericórdia,
para que possamos nos dedicar, com todas as forças,
ao teu santo serviço e ter para com nossos irmãos e irmãs
os mesmos sentimentos que tens para conosco.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.


sábado, 5 de setembro de 2015

Olhando para o céu, Jesus suspirou e disse: 'Efatá!', que quer dizer: 'Abre-te!'

23º Domingo do Tempo Comum (Ano B).
Leituras  –  Isaías 35,4-7a; Salmo 146(145); Tiago 2,1-5; Marcos 7,31-37


Jesus se encontra com um surdo-mudo e se compadece de sua situação, abrindo-lhe os ouvidos e a boca. Fazendo isso, ele cumpre aos olhos dos discípulos a promessa de Deus descrita pelo profeta Isaías: “Os ouvidos dos surdos vão se abrir”. É uma nova criação! O sinal é tão evidente que os que presenciam o fato expressam a sua admiração com palavras que lembram o relato da primeira criação: “Ele faz bem todas as coisas, faz ouvir os que não ouvem e falar os que não falam”.

No contexto do evangelho de Marcos, em que os discípulos estão com dificuldade de entender a novidade de Jesus, é o próprio discípulo de Jesus quem tem realmente necessidade de ser tocado por ele nos olhos, nos ouvidos e na língua, para abrir-se à sua revelação, à contemplação do seu amor como condição para engajar-se na missão...

Na celebração somos tocados no ouvido pela palavra. Pela santificação que o Espírito de Deus opera na assembléia celebrante, ele abre os ouvidos do coração para ouvir e a boca para anunciar... É um chamado para que os discípulos e discípulas de Jesus se coloquem de modo novo, no caminho traçado pelo batismo, caminho de enraizamento no Cristo e no seu projeto de vida..

Para refletir/comentar:
01. Estamos ainda surdos/mudos diante a revelação de Deus presente na pessoa e na ação de Jesus?
02. De que forma Jesus nos toca hoje e nos abre para acolher sua Boa-Notícia?
03. Quais as pessoas, grupos e experiências que ajudaram (e ajudam) você a ouvir e proclamar a Boa-Notícia de Jesus?
04. Ajudamos a recriar o mundo toda vez que... 

Oração 

 Ó Deus, pai e mãe de amor,
tu nos libertaste em Cristo
e nos deste o teu Santo Espírito.
Guarda na tua bondade teus filhos e filhas,
para que todos os que professam a fé em ti
sejam livres de todas as amarras
e permaneçam firmes no evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

"Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração..."


22º Domingo do Tempo Comum (Ano B):  
Leituras –  Deut 4, 1-2.6-9; Sl 15 (14); Tiago 1,17-18.21b- 22.27; Marcos 7,1-8.14-15.21-23
O evangelho de hoje começa com uma provação. Os fariseus e os escribas querem saber de Jesus por que os seus discípulos não observam as prescrições da lei.  Jesus sabe muito bem que os fariseus e os escribas praticam a lei “tintim por tintim”, e, no entanto, não estão no caminho de Deus.  Por isso, ele os repreende, porque se acham salvos por Deus em virtude de certas práticas às quais ele chama de “mandamentos humanos”.

Jesus chama a atenção, também, para a incompreensão dos discípulos (v. 18). De fato, eles começaram a se libertar desses preceitos religiosos dos fariseus, mas ainda têm dificuldade de entender a novidade de Jesus. Os discípulos não tinham a malícia dos adversários; eles eram sinceros em sua busca, mas o problema é que tinham uma mentalidade errada a respeito de Jesus.

O farisaísmo é um risco de todo crente. Por isso, o ensinamento de Jesus se dirige aos fariseus, à multidão, aos discípulos e a todos nós que estamos no seu caminho.  Todos temos de nos converter de uma atiturde formalista para a religião do coração como Jesu praticou e ensinou.  A clelebração, pelo ato penitencial, mas sobreturdo pela escuta da Palavra, é momento de avaliar a nossa fé, de perguntar sobre o sentido das nossas crenças e das nossas práticas religiosas. A própria liturgia pode cair no formalismo e na mediocridade, quando na verdade a sua função é ser expressão comunitária da aliança de Deus e da fiel acolhida à sua Palavra.

Oração 

Ó Senhor, criador de todas as coisas boas do mundo!
Derrama o teu amor em nossos corações
e firma-nos na comunhão contigo,
para buscarmos em tudo a tua vontade.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.