quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quarta-feira de Cinzas


"Convertei-vos e crede no Evangelho."

Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno é compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo." (Jl 2, 12-13)

É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. (2 Cor 6, 2)

...Quando deres esmolha, 
   que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita.
...Quando tu orares, 
   entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto.
...Quando tu jejuares, 
   perfuma a cabeça e lava o rosto. (Mt 6, 3; 6; 17)


Oração

Ó Pai, vós que vedes o que está oculto,
concedei-me nesta quaresma e sempre:
confiança para abrir minha mão e partilhar;
serenidade para parar, entrar no meu quarto e rezar;
e equilíbrio para refrear-me de todo excesso.
Neste tempo, desejo perfumar minha cabeça
e lavar o meu rosto
em vista da celebração da Páscoa do vosso Filho.
Que vive e reina para sempre.
Amém.



domingo, 15 de fevereiro de 2015

Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: 'Eu quero: fica curado!'


VI Dom TC (Ano B):  –  Levítico 13,1- 2.44-46; Sl 32(31); 1Coríntios 10,31-11,1; Marcos 1,40-45



Marcos apresenta o relato da cura do leproso como o resumo dos outros milagres narrados até este momento. Como a lepra se caracterizava por diversas enfermidades contagiosas de pele, o leproso era afastado da comunidade. Contudo, o leproso se aproxima de Jesus e implora a cura, de joelhos, confiando no poder da salvação. Assim, a sua súplica é uma verdadeira profissão de fé em Jesus, o Salvador. Movido de compaixão, Jesus rompe preconceitos, estende a mão, toca o leproso e devolve-lhe a saúde. Curado integralmente, o leproso é reintegrado na sua comunidade e se transforma numa testemunha da Boa Nova do Reino. A 1ª leitura reflete a situação de sofrimento e humilhação da pessoa por causa da doença e da exclusão (cf.13,1-46) e as prescrições para curar os leprosos e reintegrá-los na comunidade (cf. Lv 14). A readmissão, acompanhada de um sacrifício de expiação, demonstra que a lepra estava ligada ao pecado. O salmo ressalta que a confiança, na misericórdia e no perdão de Deus, possibilita celebrar a salvação com alegria e gratidão. A 2ª leitura convida a glorificar a Deus através da vida e atividades cotidianas.

Jesus, com seu gesto compassivo, reintegrando o leproso na comunidade, acentua que ninguém é excluído da nova família dos filhos de Deus. Somos impelidos a ter a audácia do leproso para nos aproximarmos do Salvador e confiar a Ele nossa esperança de salvação.

A celebração de hoje nos faz experimentar a grande compaixão de Jesus, o Filho de Deus, que diante do sofrimento humano estende a mão e promove a cura. Que o Senhor em sua eterna bondade nos ajude a sermos sensíveis às necessidades dos sofredores e necessitados..
 (Extraído da Revista de Liturgia)
Oração 

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos,
dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo,
que possais habitar em nós.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade.


IV DTC (Ano B):  –  Deut 18,15-20; Salmo 95(94); 1Cor 7,32-35; Marcos 1,21-28


Jesus chega à sinagoga de Cafarnaum, onde o povo costumava se reunir aos sábados para rezar, ouvir e celebrar a palavra de Deus. Como Filho de Deus, ele oferece um ensinamento novo com autoridade (vv.22.27). Por meio do ensinamento, articulado com ações salvadoras, Jesus manifesta que é o Messias, o consagrado de Deus. Diante da força divina de Jesus, o espírito impuro, símbolo do poder alienante e opressor, retrocede e se afasta. O ensinamento de Jesus acompanhado de sinais suscita admiração e a pergunta: Quem é Jesus de Nazaré? O mistério da identidade de Jesus é desvelado plenamente na hora da morte, quando o centurião romano, em nome do mundo inteiro, proclama que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus (15,39).

À luz da ressurreição, os discípulos compreenderam que Jesus foi o profeta por excelência, poderoso em obras e palavras (Lc 24,19), que realizou de forma plena a promessa do Messias-profeta da 1ª leitura. Deus faz surgir a figura do profeta para anunciar suas palavras e realizar sinais com sua autoridade. Na aliança do Sinai, da qual Moisés é mediador, Deus fez conhecer sua vontade. Como intermediário de Deus e o povo, o profeta tem a missão de promover sempre e de novo a fidelidade à aliança. O salmo exorta a não fechar o coração para ouvir a voz do Senhor, sendo obediente à sua palavra. A 2ª leitura ensina a viver numa alegre disponibilidade para o serviço do Reino de Deus e dos irmãos.

Jesus ensinava com autoridade, isto é, não somente falando, mas também agindo e libertando através de ações misericordiosas e solidárias. Iluminados/as com a força de sua ressurreição, possamos continuar a missão libertadora através de palavras e sinais proféticos.
 (Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. Em geral, como é exercida a autoridade na família, comunidade e sociedade?
02. O que significa, afinal, "Um ensinamento novo dado com autoridade?" O que o exemplo de Jesus nos ensina?
03. O que você poderia fazer para encarnar o ensinamento de Jesus nessa passagem? Quais as pessoas e grupos que manifestam no mundo uma autoridade semelhante a de Jesus, exorcizando o mal da vida das pessoas e comunidades?

Oração 

Ó Deus de ternura e misericórdia,
faze brotar em nós o desejo de comunhão contigo
e com todos os seres do universo
e ajuda-nos a ser solidários com os que sofrem.
Por Cristo, nosso Senhor. 
Amém.