domingo, 1 de abril de 2012

Bendito o que vem em nome do Senhor!





Jesus entra em Jerusalém como o Messias, o rei justo e pacífico, que dispensa os carros e as armas de guerra (cf. Zc 9,9-10). Assim, ele prepara os discípulos para compreender seu messianismo caracterizado, não pelo poder militar de Davi, mas pelo serviço, prefigurado no servo de Deus, conforme Is 50 e 53. Condenado sob falsas alegações religiosas e políticas, Jesus se entrega livremente pela salvação. Na ceia pascal, ele institui a eucaristia como dom da própria vida para o mundo. As ovelhas dispersadas serão reunidas pela força do Ressuscitado (14,27-28). É necessário vigiar e orar com Jesus para realizar a vontade do Pai. Da entrega de Cristo nasce a fé universal manifestada pelo centurião romano ao pé da cruz, quando proclama: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus (15,39). A cortina do santuário, que fechava o Santo dos Santos (cf. Ex 26,33), rasga-se abrindo o caminho para a comunhão com Deus, abolindo toda a barreira que dificultava.



A 1ª leitura mostra o Servo sofredor, confiante na palavra de Deus, sem temor diante dos poderosos que oprimem. A fidelidade ao projeto de Deus lhe dá a certeza que sua missão não fracassará. No salmo, o sofrimento do justo e a firme esperança em Deus recordam a paixão de Jesus. A 2ª leitura ressalta, através de um hino, a fé no Cristo Salvador, que se aniquila até a condição humilhante na cruz. Por isso, ele foi exaltado e constituído Senhor de todos para a glória do Pai.

A liturgia nos introduz no mistério do aniquilamento e glorificação de Cristo. Como Simão de Cirene, somos impelidos a carregar a cruz com Jesus até a doação plena da vida por amor. Mesmo no meio de dificuldades e sofrimentos, o Servo nos ensina a manter a esperança.

 (Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. Em que sentido Jesus é de fato o Messias?
02. O que significa confessar Jesus como Messias hoje?
03. Com você, sua família e comunidade estão vivendo esta semana santa?


Oração

Ó Deus, com ramos de oliveira,
crianças e pobres aclamaram Jesus ao entrar na cidade santa.
Abençoa nossa comunidade,
com ramos nas mãos louvando o teu nome.
Que no meio deste mundo ameaçado
pela violência este sinal da vitória pascal do Cristo,
nos anime no trabalho pela paz.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

'O Espírito levou Jesus para o deserto'.


I Dom Quaresma (Ano B):  –  Gn 9,8-15; Sl 24(25); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15.





O evangelho apresenta um resumo da pregação inaugural de Jesus na Galileia. Após ser investido da força do Espírito para realizar a obra messiânica, no batismo, Jesus enfrenta o embate com as propostas de satanás, inimigo do plano de Deus. Quarenta dias tem sentido simbólico, lembra a experiência do povo de Israel no deserto (cf. Dt 8,2-5) e abrange toda a vida de Jesus. As propostas diabólicas têm a finalidade de desviar Jesus da fidelidade à vontade do Pai, fazendo-o abandonar a missão de ser o Messias sofredor. Com a oração e a confiança no Pai, Jesus supera as provações e assume o seu ministério a favor das pessoas excluídas. Sua vida será uma luta contínua para vencer as estruturas do mal até a vitória na cruz pela ressurreição.

Deus, mediante a salvação realizada com Noé e sua família, renova a criação e sela a aliança com todo o ser humano e com o cosmos, cujo centro é a vida (1ª leitura). O salmista reza a Deus para aprender a ser obediente à sua vontade e ser conduzido no caminho da salvação. Na 2ª leitura, Jesus oferece a vida nova da graça através de sua morte e ressurreição, da qual participamos pelo batismo. Professando a fé em Cristo que sofreu a morte na sua existência humana, ressuscitou e foi exaltado à direita de Deus, começamos a fazer parte de uma nova humanidade.

Neste tempo quaresmal de preparação para a Páscoa, nos unimos a Cristo para permanecermos na fidelidade à vontade do Pai. A oração e a força de sua palavra nos fortalecem para vencermos as propostas opostas ao plano de Deus e sermos construtores de um mundo novo.

A comunidade reunida, conduzida pelo Espírito, sustentada pela Palavra de vida e salvação, renova a aliança com Deus, na partilha do corpo e sangue do Filho amado, vencedor de todo mal e de todo pecado do mundo. Continuando o caminho quaresmal, iniciado na quarta-feira de cinzas, nos preparamos para a páscoa, intensificando a prática da oração, do jejum e da esmola (solidariedade).

(Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e partilhar:
01. Qual é o seu sonho de uma nova humanidade?
02. Quais são os males que neste tempo da Quaresma você, sua comunidade e a sociedade são chamados a vencer para realizar este este sonho?


Oração 

Deus das misericórdias, 
dá-nos a graça de crescer, 
ao longo desta quaresma,
no seguimento de Jesus Cristo 
e corresponder ao seu amor
por uma vida segundo o seu Evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor. 
Amém.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

'Filho, os teus pecados estão perdoados'




A cura do paralítico manifesta o amor misericordioso de Deus agindo em Jesus, cumprindo as profecias messiânicas (cf. Mt 11,5; Is 35,5-6; 61,1). Enquanto Jesus anunciava a palavra de esperança a uma multidão reunida, quatro homens carregavam e encontravam meios para aproximar o paralítico. Ao ver a fé que eles tinham, Jesus diz ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. Como tal poder era reservado a Deus, Jesus revela sua verdadeira identidade divina de Filho. A cura, acompanhada do perdão, é sinal da salvação integral proporcionada pela graça e misericórdia do Senhor. 

Na 1ª leitura, o profeta mostra que a memória das ações libertadoras de Deus faz surgir uma nova esperança de salvação, durante o exílio babilônico. Deus perdoa as infidelidades do povo e abrirá um caminho no deserto, como no tempo do Êxodo. Um povo convertido voltará à sua terra para cantar a eterna misericórdia do Senhor. O salmo recorda a salvação de Deus, revelada em momentos difíceis como a doença. Deus cura e recompensa com seu auxílio e benevolência os que agem em favor dos pobres e desamparados. Paulo, na 2ª leitura, afirma que seu ministério está centrado na fidelidade de Jesus Cristo, pois nele realizaram-se todas as promessas de Deus. Selados pelo Espírito, também os cristãos são chamados a uma dedicação total a Cristo e ao evangelho.

Bendizemos ao Deus de amor e perdão, porque em Cristo nos reconciliou e ensinou que o mundo novo é construído a partir da recuperação e libertação plena do ser humano. Os gestos de solidariedade favorecem o encontro com Cristo e a experiência de sua misericórdia.
(Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e partilhar:
1. O que a atitude dos amigos nos ensina sobre a missão da nossa comunidade?
2. Quais são as forças e situações que mantêm as pessoas paralisadas?
3. Como a força libertadora de Cristo continua a se manifestar hoje no mundo?

Oração 

Ó Deus, mãe de ternura e compaixão,
dá-nos a graça de sempre colher o que é agradável aos teus olhos
e realizar a tua vontade em nossas palavras e ações.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.