domingo, 2 de dezembro de 2012

Levantai-vos e erguei a cabeça...

I Dom do Advento (Ano C):  –  Jr 33,14- 16; Sl 25(24); 1Tess3,12-4,2; Lc 21,25-28.34-36

O evangelho está situado no final do ministério de Jesus em Jerusalém, antes de sua paixão. Narra a expectativa da vinda gloriosa do Filho do Homem com linguagem profética e apocalíptica, para mostrar a ação de Deus na história. Os sinais que a acompanham (cf. vv.25-28) têm sentido cristológico, apesar da referência à destruição de Jerusalém, durante a guerra judaica (66-73 d.C). A vinda do Senhor é descrita à luz do mistério pascal e faz renascer a esperança da salvação plena, da qual já participamos por sua entrega amorosa na cruz: Levantai e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima (v.28). É necessário permanecer vigilantes e preparados (cf. vv.34-36), como o povo do êxodo (cf. Ex 12,11), para acolher a salvação de Deus. A exortação é para ficar atentos e orar em todo momento, permanecendo acordados com boas obras. A vigilância e a oração constantes possibilitam discernir os sinais da presença do Senhor nos acontecimentos de cada dia.

Jeremias, na 1ª leitura, anuncia a esperança de salvação para o povo sofrido, após a destruição de Jerusalém e a deportação para a Babilônia. A fidelidade de Deus se manifestará no novo rei que fará justiça e estabelecerá o direito na terra. O salmista ora confiante ao Pai, com o desejo de ser instruído em seus caminhos. O amor, a justiça e a fidelidade levam a viver na intimidade com Deus que faz conhecer sua aliança. A 2ª leitura é um apelo a progredir na vida cristã através de um amor transbordante, comprometido com todas as pessoas. O amor mútuo e universal é o caminho da perfeição, é o jeito de se manter vigilante na espera do Senhor.

A salvação revelada em Cristo atua já no presente e mantém firme o nosso compromisso solidário em favor da justiça. O Senhor se manifestará de forma gloriosa para realizar plenamente o seu Reino. Nossa atitude de espera vigilante se concretiza na oração e no amor concreto.
(Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. O que é o Advento para você? O que é o Advento para a sociedade de hoje?
02. O que mais chamou a sua atenção no Evangelho de hoje? Por quê?
03. Segundo o Evangelho, com o que devemos ter cuidado? Como devemos estar quando o Filho do Homem chegar (qual a postura do corpo)? O que isto significa? O que Jesus nos exorta a fazer?
04. Como você e sua família vai se preparar para viver este tempo do Advento? Que gestos concretos poderiam fazer?
05. Neste tempo, como podemos evitar/resistir ao consumo exagerado que nos embriaga e seduz?

Oração 

Ó Deus das promessas,
dá ao teu povo o firme desejo de buscar o teu reino,
para que acolhendo com obras de paz e justiça
o Cristo que vem ao nosso encontro,
sejamos verdadeiramente servidoras e servidores teus!
Por Cristo, Nosso Senhor.
Amém.


domingo, 4 de novembro de 2012

“Ame ao seu próximo como a si mesmo.”


XXXI Dom TC (Ano B):  –  Dt 6,2-6; Salmo 18(17); Hebreus 7,23-28; Marcos 12,28b-34


Um letrado foi até Jesus, mas não para pô-lo à prova.  Aproximou-se de Jesus com simpatia. Ele conhece os 613 preceitos, 365 proibições e os 248 mandatos da sua religião.  Seria possível resumir todos esses mandamentos em um só? Esta é a pergunta do letrado.  Em vez de um, Jesus propõe dois, juntando Dt 6,5 e Lv 19, 18.  O primeiro é recitado pelas comunidades judaicas diariamente:  “Ouve, ó Israel, o Senhor teu Deus é uno...” O segundo é “Ame o teu próximo como a ti mesmo”.  Ao acrescentar que não há outro maior, significa que todos os outros devem ser submetidos a estes dois.

O letrado se revela alguém que crê em Deus com sinceridade de coração.  Ele aceitou a sabedoria de Deus na primeira aliança e se abre ao seu reinado que se faz presente em Jesus.  Para Marcos, em Jerusalém não está tudo perdido, e Jesus pôde encontrar um discípulo entre os seus adversários.  O escriba aprova a resposta de Jesus e, indo além do que ele disse, vê nele o cumprimento da profecia: o amor é o que Deus deseja, mais do que os sacrifícios.  Ele entendeu o fundamento do ensinamento de Jesus.

A celebração é um o momento privilegiado de escuta da Palavra de Deus e de discernimento sobre os caminhos que le propõe para a comunidade e para cada pessoa.  Os textos de hoje nos situam no coração do ensinamento de Jesus:  Deus como centro de nossa vida, e o amor ao próximo.  O gesto de dar graças e repartir o pão convida a comunidade a fazer de toda a sua vida uma eucaristia, amor concreto que dá a vida.

(Extraído do Dia do Senhor)
Para refletir e comentar:
01. O que chamou a atenção no Evangelho?
02. Em resposta ao escriba, Jesus recorda a oração que é centro da vida judaica, "Ouve, ó Israel..." O que significa ouvir (... ouvir a Deus?) Você se considera um bom/uma boa ouvinte? E a sua família/comunidade, sabe ouvir? Como se tornar melhores ouvintes uns dos outros e da Palavra de Deus?
03. Qual é a Boa Notícia que esta palavra traz para nós?  Que atitude nos pede?

Oração 

Deus da aliança, fonte de misericórdia,
por tuda graça, teu povo eleito pode te servir com dignidade.
Dá-nos progredir sempre neste caminho,
sem nada mais preferir que o teu amor e o teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.


sábado, 20 de outubro de 2012

O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.




O evangelho está situado após o terceiro anúncio da paixão (vv.32-34) e mostra que os discípulos ainda não compreendem a missão de Jesus. Querem assegurar lugares de honra, pois esperam que o Cristo seja proclamado o Messias glorioso de Israel. O caminho do discipulado impele a beber o cálice com Jesus, a compartilhar sua paixão que se aproxima (14,36). A imagem do batismo sugere também a participação na morte redentora de Cristo (Rm 6,3). Assim, o exemplo de Jesus se opõe aos ambiciosos, que desejam os primeiros lugares. Na comunidade de Jesus, Servo sofredor, o poder consiste em servir o Reino de Deus. Os verbos governar e dominar, no v.42, descrevem com ironia, a liderança como poder e status. O Mestre substitui a hierarquia da dominação pelo serviço: Aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor; e quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos (vv.43-44).

O ensinamento de Jesus fundamenta-se na oferta de sua vida: O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos (v.45). Ele carregou sobre si as dores e os pecados da humanidade, realizando plenamente a missão do Servo (1ª leitura). Deus exalta o justo pela fidelidade à sua vontade. O salmo acentua que o Senhor ama o direito e a justiça e sua graça transborda em toda a terra. Jesus é o sumo sacerdote eminente, capaz de compadecer-se das fraquezas humanas, pois foi provado em tudo, exceto no pecado (2ª leitura). Permaneçamos firmes na profissão de fé e confiantes na misericórdia divina.

Jesus inaugura um mundo novo, onde os primeiros e os maiores são aqueles que servem os outros. Ele continua exercendo seu sacerdócio, solidarizando-se com as nossas fraquezas. Sua presença renova e fortalece nossa ação missionária a serviço da paz, justiça, amor solidário.
(Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e partilhar:
01. Os discípulos disputam os primeiros lugares, e hoje o que as pessoas disputam? 
02. Como Jesus se põe aos ambiciosos, que desejam os primeiros lugares?
03. Quais são as pessoas e grupos que para vocês são verdadeiros exemplos de serviço?

Oração 

Ó Deus da vida,
dá-nos, a cada dia,
a graça de estar sempre ao teu dispor
e te servir com um coração indiviso.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.