quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quinta-Feira Santa - Páscoa da Ceia.


Então, Jesus se levantou da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Colocou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos... (Jo 13, 4-5)

João salienta o gesto de Jesus lavando os pés dos seus e deixando, como seu testamento em palavra e exemplo, fazer-se o mesmo entre os irmãos. Não ordena repetir um rito, mas fazer como ele, isto é, refazer em todo tempo e em toda comunidade, gestos de serviço mútuo - não padronizados, mas nascidos da criatividade daquele que ama -, através dos quais torne-se presente o amor supremo do Cristo pelos seus ("amou-os até o fim"). Todo gesto de amor se torna, portanto, "sacramento", isto é, visibilização, encarnação, linguagem simbólica, da única realidade: amor do Pai em Cristo, o amor, em Cristo, de todos os que crêem.

(Extraído do Missal Dominical - Missal da Assembléia Cristã, Paulus)




Senhor Jesus Cristo,
Servo e Senhor,
ajudai-nos a viver o mistério da Eucaristia,
no serviço generoso aos irmãos e irmãs,
sobretudo, aos mais pobres e excluídos.
Amém.












domingo, 1 de abril de 2012

Bendito o que vem em nome do Senhor!





Jesus entra em Jerusalém como o Messias, o rei justo e pacífico, que dispensa os carros e as armas de guerra (cf. Zc 9,9-10). Assim, ele prepara os discípulos para compreender seu messianismo caracterizado, não pelo poder militar de Davi, mas pelo serviço, prefigurado no servo de Deus, conforme Is 50 e 53. Condenado sob falsas alegações religiosas e políticas, Jesus se entrega livremente pela salvação. Na ceia pascal, ele institui a eucaristia como dom da própria vida para o mundo. As ovelhas dispersadas serão reunidas pela força do Ressuscitado (14,27-28). É necessário vigiar e orar com Jesus para realizar a vontade do Pai. Da entrega de Cristo nasce a fé universal manifestada pelo centurião romano ao pé da cruz, quando proclama: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus (15,39). A cortina do santuário, que fechava o Santo dos Santos (cf. Ex 26,33), rasga-se abrindo o caminho para a comunhão com Deus, abolindo toda a barreira que dificultava.



A 1ª leitura mostra o Servo sofredor, confiante na palavra de Deus, sem temor diante dos poderosos que oprimem. A fidelidade ao projeto de Deus lhe dá a certeza que sua missão não fracassará. No salmo, o sofrimento do justo e a firme esperança em Deus recordam a paixão de Jesus. A 2ª leitura ressalta, através de um hino, a fé no Cristo Salvador, que se aniquila até a condição humilhante na cruz. Por isso, ele foi exaltado e constituído Senhor de todos para a glória do Pai.

A liturgia nos introduz no mistério do aniquilamento e glorificação de Cristo. Como Simão de Cirene, somos impelidos a carregar a cruz com Jesus até a doação plena da vida por amor. Mesmo no meio de dificuldades e sofrimentos, o Servo nos ensina a manter a esperança.

 (Extraído da Revista de Liturgia)

Para refletir e partilhar:
01. Em que sentido Jesus é de fato o Messias?
02. O que significa confessar Jesus como Messias hoje?
03. Com você, sua família e comunidade estão vivendo esta semana santa?


Oração

Ó Deus, com ramos de oliveira,
crianças e pobres aclamaram Jesus ao entrar na cidade santa.
Abençoa nossa comunidade,
com ramos nas mãos louvando o teu nome.
Que no meio deste mundo ameaçado
pela violência este sinal da vitória pascal do Cristo,
nos anime no trabalho pela paz.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

'O Espírito levou Jesus para o deserto'.


I Dom Quaresma (Ano B):  –  Gn 9,8-15; Sl 24(25); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15.





O evangelho apresenta um resumo da pregação inaugural de Jesus na Galileia. Após ser investido da força do Espírito para realizar a obra messiânica, no batismo, Jesus enfrenta o embate com as propostas de satanás, inimigo do plano de Deus. Quarenta dias tem sentido simbólico, lembra a experiência do povo de Israel no deserto (cf. Dt 8,2-5) e abrange toda a vida de Jesus. As propostas diabólicas têm a finalidade de desviar Jesus da fidelidade à vontade do Pai, fazendo-o abandonar a missão de ser o Messias sofredor. Com a oração e a confiança no Pai, Jesus supera as provações e assume o seu ministério a favor das pessoas excluídas. Sua vida será uma luta contínua para vencer as estruturas do mal até a vitória na cruz pela ressurreição.

Deus, mediante a salvação realizada com Noé e sua família, renova a criação e sela a aliança com todo o ser humano e com o cosmos, cujo centro é a vida (1ª leitura). O salmista reza a Deus para aprender a ser obediente à sua vontade e ser conduzido no caminho da salvação. Na 2ª leitura, Jesus oferece a vida nova da graça através de sua morte e ressurreição, da qual participamos pelo batismo. Professando a fé em Cristo que sofreu a morte na sua existência humana, ressuscitou e foi exaltado à direita de Deus, começamos a fazer parte de uma nova humanidade.

Neste tempo quaresmal de preparação para a Páscoa, nos unimos a Cristo para permanecermos na fidelidade à vontade do Pai. A oração e a força de sua palavra nos fortalecem para vencermos as propostas opostas ao plano de Deus e sermos construtores de um mundo novo.

A comunidade reunida, conduzida pelo Espírito, sustentada pela Palavra de vida e salvação, renova a aliança com Deus, na partilha do corpo e sangue do Filho amado, vencedor de todo mal e de todo pecado do mundo. Continuando o caminho quaresmal, iniciado na quarta-feira de cinzas, nos preparamos para a páscoa, intensificando a prática da oração, do jejum e da esmola (solidariedade).

(Extraído da Revista de Liturgia)
Para refletir e partilhar:
01. Qual é o seu sonho de uma nova humanidade?
02. Quais são os males que neste tempo da Quaresma você, sua comunidade e a sociedade são chamados a vencer para realizar este este sonho?


Oração 

Deus das misericórdias, 
dá-nos a graça de crescer, 
ao longo desta quaresma,
no seguimento de Jesus Cristo 
e corresponder ao seu amor
por uma vida segundo o seu Evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor. 
Amém.